O Baú dos Sonhos
O baú dos sonhos
abriu-se na tempestade
de um passado remoto
na serenidade das nuvens
A tua infância sobressaltou-se
na liberdade de uma menina meiga
com passinhos suaves
na areia da nossa praia
Era o sorriso da ingenuidade
em teus olhos com o brilho
das anémonas sentidas
na imensidão perene
O passado perdurou
no album de fotografias
infantis saltitantes
do nosso velho baú
Uma folha na verdura
da árvore da tua vida
avançou para uma adolescência
irrequieta salobra
São os tempos do baú
que saltam para a vida
intempestiva mas graciosa
para um casamento duradouro
Um amor eterno
transforma-se em paz
na velocidade dos tempos
num vai vem descomunal
As eras trespassam nossos corpos
para um presente futuro
coberto de filhos
na saudade do amanhã.
Pedro Valdoy

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